sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O Sentido e o Valor do Tradicionalismo

 


O SENTIDO E O VALOR DO TRADICIONALISMO
Barbosa Lessa
 
http://www.mtg.org.br/valor.html

I - A DESINTEGRAÇÃO DE NOSSA SOCIEDADE

II - OS DOIS FATORES DE DESINTEGRAÇÃO

O MOVIMENTO TRADICIONALISTA RIO - GRANDENSE

O SENTIDO DO TRADICIONALISMO

CARACTERÍSTICAS DO TRADICIONALISMO

AS DUAS GRANDES QUESTÕES DO TRADICIONALISMO

O TRADICIONALISMO COMO FORÇA ECONÔMICA

Na vida humana, a sociedade - mais que o indivíduo - constitui a principal força na luta pela existência. Mas, para que o grupo social funcione como unidade, é necessário que os indivíduos que o compõem possuam modos de agir e de pensar coletivamente. Isto é conseguido através da "herança social" ou da "cultura". Graças à cultura comum, os membros de uma sociedade possuem a unidade psicológica que lhes permite viverem em conjunto, com um mínimo de confusão. A cultura, assim, tem por finalidade adaptar o indivíduo não só ao seu ambiente natural, mas também ao seu lugar na sociedade. Toda a cultura inclui uma série de técnicas que ensinam ao indivíduo, desde a infância, a maneira como comportar-se na vida grupal. E graças à Tradição, essa cultura se transmite de uma geração a outra, capacitando sempre os novos indivíduos a uma pronta integração na vida em sociedade.


Aspectos do Tradicionalismo


O Tradicionalismo tem aspectos especiais e específicos, que são os
culturais, divididos em ciências e artes. Os aspectos especiais são cinco e
todos fundamentais; faltando qualquer deles, já não se fala em
Tradicionalismo.




l. Aspecto cívico

2. Aspecto filosófico
3. Aspecto ético

4. Aspecto associativo

5. Aspecto recreativo


A Ronda Crioula e o CTG “35”


Durante essa primeira Ronda Crioula houve festa com música,
poesia, fandango, concursos e discursos. Verificado assim o enorme êxito,
no que ajudou o convite que os rapazes fizeram a homens maduros, como
Manoelito de Ornellas, Amândio Bicca e Valdomiro Souza, os moços
resolveram fundar uma entidade permanente para a defesa das tradições
gauchescas.
Agora sim, o gaúcho e seus usos e costumes estão ameaçados. A
forte propaganda americana mete goela abaixo da juventude de nossa terra,
com a “Seleções”, as revistas em quadrinhos e o cinema, o "cow-boy" e
toda uma gama de heróis norte-americanos. E por trás disso tudo se vão às
ricas divisas acumuladas pelo Brasil durante o conflito e vem o plástico, o
uísque, a Coca-Cola e o chiclé, além das armas velhas e veículos de guerra
usados que estão sobrando nos Estados Unidos.
Agora existem muitos jornais em Porto Alegre e no interior do
Estado e, só na Capital, três fortes emissoras de rádio Agora, sim, o Rio
Grande do Sul parece ter saudade do gaúcho...
A nova entidade que os rapazes sonham fundar seria um clube
exclusivamente masculino, só com 35 sócios (para evocar o ano em que
começou o Decênio Heróico) e a sede seria um rancho no Parque da
Redenção. Mas aí as férias escolares interrompem os planos.
Reencontram-se todos com o começo das aulas, em 1948 e, a 24 de
abril, no amplo e sólido porão do solar da família Simch, na Rua Duque de
Caxias (hoje existe um moderno edifício no lugar) funda-se, depois de
muita discussão, o "35" - Centro de Tradições Gaúchas, nome proposto por
Barbosa Lessa. Flávio Ramos propõe o lema: "Em qualquer chão —
sempre gaúcho!". Guido Mondin desenha o símbolo: o número 35
atravessado por uma lança de cavalaria. Glaucus Saraiva imagina toda uma
nomenclatura campeira para os cargos de diretoria e repartições do novo
centro e é eleito como seu primeiro Patrão.
E logo o chamamento do "35" encontrou resposta. A 08 de agosto
desse mesmo ano (menos de 4 meses depois da fundação do "35" CTG) os
rapazes de Porto Alegre têm que ir a Taquara, onde se funda o CTG "O
Fogão Gaúcho", copiando em tudo o modelo proposto pelo Pioneiro, "
original, único no mundo, onde cada célula (CTG ou entidade
tradicionalista afim) guia-se obrigatoriamente pelos mesmos princípios e
normas de ação.



"Grupo dos Oito"


Porto Alegre decide erguer um Panteon para abrigar os
 despojos dos gloriosos heróis farroupilhas. Os restos de Bento Gonçalves já
estavam honrosamente guardados na base do monumento erguido na cidade
de Rio Grande, mas David Canabarro estava quase esquecido em Santana
do Livramento. Em Porto Alegre, um moço do colégio Julio de Castilhos,
filho de Livramento, procurou a Liga de Defesa Nacional e se ofereceu
para organizar um piquete gauchesco para dar escolta a cavalo ao féretro de
David Canabarro, que vinha para inaugurar o anunciado Panteon.
Recebida a autorização, João Carlos D'Ávila Paixão Côrtes (alto,
esguio, dinâmico, a perfeita imagem do gaúcho campeiro) saiu por Porto
Alegre a catar companheiros para a aventura, arreios e cavalos. Assim, no
dia 5 de setembro de 1947, ele montou garbosamente com mais sete
companheiros, arrancando aplausos da multidão ao longo da avenida
Farrapos, até a Praça da Alfândega, onde o desfile fez uma parada
estratégica. Eles ficariam na história como os Oito Magníficos, os
verdadeiros iniciadores do Movimento Tradicionalista.
Na Praça da Alfândega chega a Paixão Côrtes um moço de Piratini
chamado Luis Carlos Barbosa Lessa, que tem nas mãos um caderno com
adesões apoiando a fundação de uma associação tradicionalista. Ao saber
que os Oito Magníficos se diziam estudantes do Colégio Estadual Julio de
Castilhos, ele, também se declara aluno do Julinho. Logo aparece um moço
poucos anos mais velho, de óculos. Ao cumprimentar Paixão Côrtes pela
iniciativa, ele disse seu nome: Glaucus Saraiva. Sorrindo, Paixão Côrtes
retruca: "mas tu és o poeta autor do Chimarrão, que eu declamo!". Assim
se reuniu, meio por acaso, a Santíssima Trindade do tradicionalismo
gaúcho: Paixão, o dínamo propulsor, Lessa, o estudioso, o grande teórico,
Glaucus, o organizador e disciplinador.
Pouco dias depois, sempre por iniciativa do Paixão, realizou-se no
Colégio "Júlio de Castilhos" a 1ª Ronda Crioula do Tradicionalismo e, a
mais longa de todas: durou 12 dias, desde que um piquete de cinco
cavalarianos recolheu no Altar da Pátria, na hora da extinção, à zero hora
de 08 de setembro de 1947, uma "mudinha" da chama simbólica. Em rápida
galopeada, queimando as mãos, os cinco levaram essa chama para inflamar
o Candeeiro Crioulo armado no "Julinho", onde ardeu até 20 de Setembro,
o Dia do Gaúcho, data magna do Rio Grande do Sul.

Tradicionalismo



Quando o primeiro gaúcho deixou a campanha e se mudou para a
cidade bateu-lhe inelutavelmente aquilo que Manoelito de Ornellas chamou
“a nostalgia dos transplantados”, a saudade dos pagos, que ele, o gaúcho,
tratou de amenizar com o uso diário do chimarrão, com a culinária
gauchesca e até mesmo com a utilização discreta ou ostensiva das pilchas
campeiras. Era o começo da tradição gaúcha, cujo culto, mesmo hoje em
dia, com todas as maravilhas e a alta tecnologia do mundo moderno, está
cada vez mais forte.
Entre nós,
antepassados nos legaram. No mundo jurídico a tradição é a entrega de um
bem pelo qual se pagou o justo preço e pelo qual o homem recebe o bem
que adquiriu pela compra. No mundo cultural, a Tradição é a entrega de
valores culturais de uma geração para outra. Claro que a tradição, assim
entendida, não é uma exclusividade do Rio Grande do Sul: existe
praticamente em todos os povos, mais exacerbada nos grupos sociais onde
coexistem duas sociedades paralelas, uma rural e uma urbana, não
conflitantes e até freqüentemente aliadas, como no nosso caso.
Tradição é um culto, o culto dos valores que os

Torneio de Truco

Será realizado no dia 06 de Novembro um torneio de Truco
o Valor da inscrição será R$ 15,00 por Dupla
e a premiação será um engradado de cerveja e meia ovelha!

Local: Sede da 4ª RT  - Casa de Cultura Mario Quintana (CFTG Farroupilha)

Desde já Agradecemos pela sua Presença

Saudações Tradicionalistas!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010